LIVRO “OUTRAS VIDAS” COM LANÇAMENTO NO MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL

O novo livro do autor Vladimir Cunha Santos será lançado no dia 2 de setembro, quinta-feira, no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul, na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre.

O livro tem como título “Outras Vidas” e o lançamento será a partir das 19 hs, com coquetel, apresentação do livro e show musical.

“Outras Vidas” é um livro que reúne uma seleção de contos do autor Vladimir Cunha Santos, escritos entre os anos 80 e 90 do século passado até 2010. Fala de outras vidas que o autor “inventou” para expressar uma visão de mundo nesta época de virada de milênio, onde os comportamentos e atitudes dos humanos são múltiplos.

Histórias de amores vividos e não vividos, histórias do cotidiano de vidas comuns, com reflexões sociais e filosóficas. São outras vidas, de personagens construídas com observação do dia a dia. Contos que marcam a inserção do poeta Wlady no mundo da narrativa em prosa.

O livro esteve na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, e no Itaú Cultural, na Avenida Paulista, onde foi lançado e apresentado ao mercado nacional.

Vladimir Santos é de uma nova safra de escritores gaúchos e tem vários livros publicados. Seus trabalhos literários encontram-se nas livrarias de Porto Alegre e outras cidades do Rio Grande do Sul com o selo da VCS Editora.

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Published in: on agosto 27, 2010 at 12:35 am  Deixe um comentário  
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Coleção Pôépũrú – Poesia de Língua Portuguesa

Conheça e adquira a Coleção Pôépũrú,
de Poesia de Língua Portuguesa,
na Ábaco Livros:

Coleção Pôépũrú

Volume 1 – 5 Poemas barrocos
Manuel Botelho de Oliveira (Bahia, Brasil, 1636-1711)

Volume 2 – Sonetos
Antero de Quental (Açores, Portugal, 1842-1891)

Volume 3 – De tudo hei de pedir conta
Paulo Roberto do Carmo (Porto Alegre, Brasil, 1941)

Volume 4 – Poemas
António Soares (Mar-Esposende, Portugal, 1934)

Volume 5 – Cantares santomenses
Caetano de Costa Alegre (Trinidade, São Tomé e Príncipe, 1864-1890)

Volume 6 – Esparsos vargaslumes
Élvio Vargas (Alegrete, Brasil, 1951)

Volume 7 – Haicais das cinco estações
Raul Machado (Caçapava do Sul, Brasil, 1934)

Volume 8 – Gaveta de achados
César Pereira (Taquari, Brasil, 1934)

A Coleção Pôépũrú é uma série especial de livros de bolso semiartesanais idealizada pelo poeta Paulo Bacedônio
e editada com as seguintes características:

Formato (14 x 10 cm)
Capa em papel colorido
Costura com barbante
50 exemplares numerados
22 páginas

Voce encontra a Coleção Pôépũrú na

ÁBACO LIVROS
Av. Osvaldo Aranha, 426 – Bom Fim
Cep. 90035-190 – Porto Alegre – Rio Grande do Sul
Brasil

Telefones: (0xx51) 3226 3318 / 3212 2422

Site: http://www.abacolivros.com.br

E-mail: contato@abacolivros.com.br

CONHEÇA O JORNAL DE ARTES

JORNAL DE ARTES – UM CONTEÚDO CRÍTICO

Jornal de Artes é a mais nova publicação na área cultural em Porto Alegre (RS), aborda assuntos sobre cinema, poesia, música, literatura, teatro, dança, artes visuais etc., Vem suprir uma lacuna no jornalismo cultural, pois não se limita a divulgar conteúdos sobre artes, mas fazer análise critica sobre a melhor produção cultural gaúcha, ao publicar a produção na área de literatura: contos, poesia, ensaios e artigos que fomentem o debate de ideias.

Ao assinar o Jornal de Artes, você tem direito uma obra de arte (gravura assinada por Cloveci Muruci), com mais de vinte peças para você escolher.

Contato: jornaldeartes@yahoo.com.br

MURAL DOS ESCRITORES: PORTAL REVISTA DA REDE SÓCIO-CULTURAL DE ESCRITORES

CONHEÇA O MURAL DOS ESCRITORES:

PORTAL REVISTA DA REDE SÓCIO-CULTURAL DE ESCRITORES

Blog de Carlos Roberto S. da Costa Leite

Link: http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blog/list?user=3bi4r08h5jsfn

Com posts sobre a Revolução Farroupilha, Hipólito José da Costa, Escravidão dos Escravos, Charges, entre outros assuntos de interesse cultural.

CLUBE DO LIVRO SARAIVA COM JACIRA FAGUNDES

CLUBE DO LIVRO SARAIVA COM JACIRA FAGUNDES

Published in: on agosto 25, 2010 at 4:12 am  Deixe um comentário  
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VOZES POÉTICAS UNIVERSAIS: POESIA EUROPEIA E ASIÁTICA

CONVITE

A Casa de Cultura Mario Quintana apresenta o terceiro espetáculo do projeto VOZES POÉTICAS UNIVERSAIS 2010, idealizado e coordenado pelo poeta, editor e pesquisador gaúcho Paulo Bacedônio.

O projeto compreende uma série de cinco espetáculos bimensais, sendo este o terceiro, temático sobre a Poesia Europeia e Asiática, com a leitura de poemas de poetas clássicos e contemporâneos nascidos nestes dois continentes.

O espetáculo tem como convidados especiais a poetisa Floreny Ribeiro e o músico Vitor Bitencourt.

Destaca-se ainda que será editado especialmente para este espetáculo o livro de bolso Seis poetas europeus, em uma edição semiartesanal e numerada, que será sorteada para o público.

Os próximos espetáculos apresentarão a Poesia da África, da Oceania, das Américas do Sul, Central e do Norte.

O QUÊ: POESIA EUROPEIA E ASIÁTICA – Terceiro espetáculo do projeto Vozes Poéticas Universais 2010
QUANDO: Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010, às 19horas
ONDE: Quintana’s Bar / Acervo Mario Quintana – Mezanino
Casa de Cultura Mario Quintana
Rua dos Andradas, 736
Porto Alegre – Rio Grande do Sul – Brasil

ENTRADA FRANCA

Apoio Cultural: Instituto Cultural Português, Academia de Letras do Brasil e Casa do Poeta Latinoamericano

–––––––––

Paulo Bacedônio (1974). Poeta, artista plástico, editor e pesquisador. Nasceu em Porto Alegre (RS), Brasil. Principais obras: Embrionário (1996); Livro cálido (2005); 7 poemas cálidos (2006); vagasAvapor (2008); Quatro poemas bilíngues, edição em português e espanhol (2010). Participou pessoalmente dos V, VI e XVI Congressos Brasileiros de Poesia, em Bento Gonçalves/RS (1997/1998/2008), do 1º Encontro Internacional de Poesia, em Jaguarão/Brasil e Rio Branco/Uruguai (1998) e do 6º Encontro Internacional de Escritores, em Tinogasta/Argentina (2010); e participou também da VII Bienal Internacional de Poesia Visual/Experimental do México (2001), do 5º A. V. Text-Fest, Festival de Literatura Experimental, em Mexicali/México (2002), do 5º Encontro Internacional de Poesia Visual, Sonora e Experimental, em Buenos Aires/Argentina (2002), da XIII Mostra Internacional de Poesia Visual, em Bento Gonçalves/Brasil (2008) e da EX!POESÍA – 1ª Bienal de Poesia Experimental de Euskadi, em Euskadi/ Espanha (2008). Participou de exposições de pintura, desenho, gravura, livro de artista, poesia visual e arte postal no Brasil e em vários países dos cinco continentes. Recebeu prêmios e distinções pelo seu trabalho em prol da arte.

Blog Farolante, de arte e cultura: https://farolante.wordpress.com

Estão abertas as inscrições para o FEMUP

Interessados em participar do 45º FEMUP – Festival de Música e Poesia de Paranavaí e 42º Concurso Literário de Contos, a serem realizados nos dias 18, 19 e 20 de novembro de 2010, podem se inscrever até o dia 28 de agosto.

Realizado em Paranavaí há 44 anos, o FEMUP, um dos festivais culturais mais tradicionais do Brasil, é uma iniciativa da Fundação Cultural de Paranavaí. O objetivo do evento é intensificar o intercâmbio artístico entre todas as regiões do país, além de descobrir e valorizar novos talentos.

Para participar, o interessado precisa ser brasileiro, independente de residir no país ou não. As inscrições são gratuitas.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis para download no site http://www.novacultura.com.br

Mais informações em: (44) 3902-1128 ou cultura@fornet.com.br

Participe e boa sorte!

Amauri Martineli
Diretor Cultural

INFORMAÇÃO IMPORTANTE:
Através de consulta realizada com a comunidade artística e depois de muitas reuniões, a Fundação Cultural de Paranavaí resolveu, a partir de 2010, transformar o FEMUP em uma grande Mostra. Retirou-se a premiação e aumentou-se a ajuda de custo. O trabalho de triagem continua o mesmo, as comissões deverão selecionar as melhores músicas, poesias, contos e declamadores. É a evolução de um Festival que há mais de quatro décadas vem incentivando, descobrindo e firmando talentos por todo o Brasil. É a contribuição artística da Cidade Poesia para nosso país.

“EL MALECÓN DE LA HABANA”, CUENTO DE LUIS E. AGUILERA

EL MALECÓN DE LA HABANA

¡Quién despertara en tus labios
El sueño de la palabra!
¡Qué ventura si tu imagen
Se moviera y me abrazara!
JESÚS ORTA RUIZ
(“Elegía ante tu retrato”)

Salgo al portal de la casa en que habito, Calle E, entre 23 y 25 del Vedado. Dianelys me espera a los pies de la escalinata de mármol, alegre y juvenil. Tomamos la avenida que nos llevará por diferentes lugares a redescubrir La Habana, enigmática e histórica. La brisa marina con sus gotitas de colores nos va envolviendo, como a mí me han envuelto sus ojos.

Dianelys es una perfecta mulata, de ojos grandes; pelo negro, largo, rizado; orejas pequeñas, dientes parejos y blancos como perlas marinas, nariz cautivadora, labios delicados y gruesos; en suma, una digna representante del mestizaje afrocubano. Su manera de hablar es agradable, me va explicando detalles, fechas, acontecimientos históricos de la Revolución Cubana.

Pero, “A lo lejos alguien canta, a lo lejos…”:
La luz que en tus ojos arde
si los abres amanece,
cuando los cierras parece
que va muriendo la tarde.
Las penas que me maltratan
son tantas que me atropellan.
Y como de matarme tratan,
se agolpan unas a otras
y por eso no me matan…

En la esquina 23 y Los Presidentes, desde el interior de un bar surgen los acordes de una guitarra y la voz inconfundible de José (Pepe) Aldana que entona “La Tarde”.

En la heladería Coppelia, pedimos helados de canela y frutas naturales, que nos reanimó a proseguir en busca de nuestro objetivo. Llegamos a la Rampa y observamos la cascada cristalina del Hotel Nacional de Cuba, ubicado en una colina, imponente y majestuoso.

El Malecón grandioso, convoca y exige un andar de pasos lentos, para considerar el soberbio mar, el verde mar. Al límite de encontrar las ilusiones perdidas, las inquietudes por vivir experiencias incomparables, que sin proponérmelas descubro.

“El mar, el Malecón y tus centelleantes ojos”.

Dianelys me confiesa sueños y esperanzas. Le gustaría ingresar a la Universidad de La Habana, estudiar Medicina Deportiva, escribir poemas y viajar por diferentes países del mundo, pero siempre volvería a su amada Isla. La escucho y contemplo hipnotizado largo rato.

La calidez de la tarde me atrapa y me quema la piel, sofoca a sol y sombra, sudores por doquier, resecados una y otra vez. Ella no percibe mis desdichas. Es indispensable que siga a mi lado en forma cómplice, caminando a pasos de andante; por cierto, en este inexcusable momento no me encuentro descontento, porque junto a Dianelys y el mar nada puede inquietarme.

Caminamos y me doy cuenta de que la claridad del mar se ha mudado a sus ojos. Pero la prudencia me exige charlar de melodías, flores, estrellas, la luna, el verde mar, el canto de los grillos y el vuelo de los pájaros. Antes bien, me comprometo que al amanecer: “Tus ojos negros me harán feliz y agradeceré las cosas que tú sueñes para mí…”

La noche avanza, seguimos caminando, serpenteando el muro del Malecón. A cada instante ella se detiene maravillada, mirando los arreboles que desprenden luces en la espesura del mar, fulgores jamás vistos. El rojo es el de mayor intensidad. Observas el mar, el apacible mar en calma, semejándolo a una gran llanura de musgos suaves y sedosos, como tu piel.

La Bahía, El Faro y La Habana Vieja nos esperan. El Malecón pondera y exalta a los buenos amantes, nos acodamos el muro. Yo observo la ciudad; tú, el mar gigantesco y circular, porque ciertamente aquí, solamente aquí, uno puede apreciar la redondez del mundo.

Oteamos el horizonte, vemos el buque insignia “Sierra Maestra”, de la Marina Mercante; nos imaginamos galeones con piratas, lanchones repletos de pasajeros. Ella me cuenta acerca de la explosión ocurrida el 15 de Febrero del año 1893, donde murieron 280 tripulantes del buque norteamericano “U.S.S. Maine”; y que en la misma bahía otra explosión, el 9 de marzo de 1968, destruyó el Vapor Francés “La Coubre”, trayendo como resultado un centenar de muertos y heridos.”

Dianelys anhela viajar en “El Cometa” del puerto de Batabanó al otro lado de La Habana y llegar a la Isla de la Juventud, que en tiempos de Machado y Batista se llamara “Isla de Pinos”, que su nombre fue cambiado el 28 de Junio de 1978 por la Asamblea Nacional del Poder Popular. El conocimiento y dominio de su propia historia me gratifican, es una verdadera clase magistral al aire libre.

El sol nos agobia, sentados con las piernas colgando sobre los roqueríos, donde la brisa del mar nos refresca con sus múltiples gotitas de colores, hablamos de muchas cosas. Ella indaga y quiere saber más de mí.

Mis ojos desean apoderarse de casas, autos, portales, avenidas, y de El Cristo de la Bahía que nos cobijó desde el primer día al grupo de amigos, que éramos entonces eufóricos, juveniles y traviesos. Recuerdo a Lucho Rivera cantando en “La Noche del Bolero”, en el Hotel Ambos Mundos; o por la Avenida de las Misiones a altas horas de la madrugada, junto a todos nosotros, a Hugo Alfredo: alegre y ceremonioso, bebiendo lentamente un “Mojito Cubano”, en la Bodeguita del Medio, o presentando su libro “Para Cuentos”, en la casa de la Cultura del Municipio de Playa, con demasiado esfuerzo para hacerse escuchar, porque los extractores de aires parecían dos orugas de un tanque viejo de la Segunda Guerra Mundial, que venían en dirección a nosotros; Samuel Cortés grabando en una cámara inseparable las imágenes para la posteridad o bailando como un alegre muchacho a orilla del Malecón, en la Taberna 1830; Dagoberto Alexis con su maleta cargada de Palos de Agua, leyendo los poemas de Sergio Godoy en la Casa Memorial Salvador Allende, edificio en el que antes estuviera la Embajada de Chile en Cuba; Dinko Pavlov como todo un tenor en el Hotel Ambos Mundos, en la Peña del Ambia, en los jardines de la UNEAC, en la noche de La Rumba o de El Bolero; José Ortiz amasando poesía y pan en la Casa de Visita de la Calle E; Pablo Barattini recitando su “Poesía de Consumo” en la Casa de Las Américas, para la mulata del moño parado. Y María Soledad que me llevo una noche a la peña frente al Capitolio en la Habana Vieja y después visitamos a Yordi que vivía en el antiguo Hotel Astor, en el decimosegundo piso, al que llegamos con demasiados esfuerzos por una escalera tan larga que perecía llevarnos al cielo, donde nos esperaba la música, el canto, plátanos fritos, limonadas, jugos de mamey, frijoles negros, arroz blanco, yuca, ensalada de la estación y la sabrosa carne de cerdo.

Luego, una canción en la noche me trae mensajes…

Las miradas de tus ojos son tan sutiles
que penetran hasta el alma de quien los mire
y como soles, irresistibles son sus destellos
que no puede uno mirarse, mirarse en ellos.
Y como sabes que tus miradas tienen hechizo,
miras con improcedencia y maleficio.
No me mires a los ojos porque no quiero
que tu mirar penetrante me deje ciego…

Dianelys me susurra “Ojos malignos”, retrotrayéndome de mis pensamientos. Con una leve sonrisa agradezco, tomo su mano y la miro fijamente, ella la retira, esquiva mi mirada, para dirigirla al profundo y verde mar.

Nerviosa, titubeante, prosigue con sus clases de historia, diciendo que el nombre oficial de su país es República de Cuba, que tiene una superficie de 110 982 km², y comprende la Isla de Cuba, la mayor del Archipiélago de las Antillas, junto a más de 1 600 cayos e islotes, siendo el más grande de ellos la Isla de la Juventud, con 2 199 km2. Que se sienten muy solos en la inmensidad del mar, que los países más paredaños son Haití, Jamaica y México; y que desgraciadamente están “tan cera de los Estados Unidos y muy lejos de Dios”.

Estoy convencido que en El Malecón tienen cabida todos los hombres y mujeres; todos los pensamientos e ideologías. Así, todos son caminantes solitarios, cada uno con sus divagaciones y creencias.

Aproximados al Muro del Malecón unos amantes se quieren, besan, susurran, se recuestan, se acuestan, conversan, se regalan uno al otro y se quedan dormidos, deseando que sea así para toda la vida.

Sigo con mis observaciones. Y en un lugar alejado del griterío, encontrando la tranquilidad necesaria, dos ancianos de rostros soñadores hablan solos, “no creen en Dios y menos en el diablo, porque nunca los han visto”; se sienten contentos con vida y mundo, su caminar es indefinido, pero no piensan en el final, viven a diario con sus paseos por el mudo y confidente Malecón.

Alguna vez leí por ahí que: “Los viejos paran de hablar cuando comprenden que Dios ha tomado la palabra…”

Una mulata joven, persistentemente fuma un cigarrillo popular, el humo va copando sus pulmones, parece convencida que la vida no le alcanzará para cumplir todos sus anhelos; fuma y fuma haciendo volutas de humo que se las lleva el viento.

Estoy maravillado, las estrellas y la luna son mis cómplices. El intenso color azul del mar me atrapó. Muchas veces me he preguntado si éste fue el motivo de la elección definitiva de mi vestimenta.

Ahora estoy seguro de que jamás, ni la mirada del más experimentado, de los viajeros, podría descubrir la alegría de paisajes y formas tan reverénciales como las del oscuro Malecón de La Habana.

Encontrándome abstraído por cavilaciones de cosas que suceden, Dianelys me observa, escudriña en mí, no soporta más la curiosidad y me pregunta: “¿Cuál es el motivo de tu silencio?” Le contesto que nada, por decir algo, como siempre respondo cuando invaden mis pensamientos.

En mí sobran historias, sueños que se repiten. ¡Qué hay en ti! ¡Qué hay en tantos! Pero luego me da por examinar tus manos, tus labios, tu pelo, espaldas y caderas. Dianelys se escurre, evita ese contacto peligroso, ese momento consagrado a las pasiones, que empiezan y terminan en las infinitas olas que golpean el muro de El Malecón.

La noche nos sorprende en la esquina de Obispo y Montserrat. Frente a nosotros la taberna “El Floridita”, cuna del Daiquiri (una mezcla batida de ron blanco, azúcar, limón y hielo frappé), que a principios de la década del veinte, siglo pasado, fue bautizada con el sabroso nombre de “La Piña de Plata”. Por entonces, la capital de Cuba contaba con 85 000 habitantes (en la actualidad tiene aproximadamente 4 800 000).

En 1918, me comenta Dianelys: “El bar pasó a propiedad de uno de los cantineros, el catalán Constantino Ribalaigua Vert, vástago de una familia de pescadores. Constante, como le llamaban todos sus clientes y amigos, incluso el propio Ernest Heminway, era un discreto y tenaz maestro que hizo de su arte de mezclar bebidas, jugos de frutas y licores, una liturgia de gran ceremonia alquimista, un espectáculo de dignidad profesional; ganó crédito por la pureza de sus bebidas, trato risueño y respetuoso.” Estaba fascinado por las explicaciones, en aquel ambiente cosmopolita, donde el espíritu del hombre puede ser elevado por la conversación y la magnifica compañía. A no dudar, estábamos en uno de los recintos más exclusivos, templo sibarítico de libaciones permanentes y estables. La música no se dejó esperar…

Qué te importa que te ame
si tú no me quieres ya,
el amor ya pasado
no se debe recordar.
Fui la ilusión de tu vida
un día lejano ya,
hoy represento el pasado,
no me puedo conformar.
Si las cosas que uno quiere
se pudieran alcanzar,
tú me quisieras lo mismo
que veinte años atrás.
Con qué tristeza miramos
un amor que se nos va,
es un pedazo del alma
que se arranca sin piedad…

La noche mágica se llenó de ritmo con las canciones del legendario Compay Segundo, de Buenavista Social Club; y fue tomando una seducción irresistible. La alegría de Dianelys era desbordante, le fascinaba el ambiente cargado de la virtuosidad del conjunto. Para colocar un broche de oro al término de la jornada, cantó Manolito Simonet con su grupo musical, “Lagrimas negras”, y temas tan inolvidables como “Directo al corazón” y “Marcando Distancia”. La luna caminó junto a nosotros y al son del Bolero nos sorprendió la madrugada.

Nuevamente en El Malecón, varios hombres, mujeres y niños, ofrecen sus diversos y escasos productos. Uno trata de venderme, sin éxito, “Un pepino de ron”, habanos Cohíba y Montecristi, seleccionados en cajas de madera y letras doradas. En cambio, compro un ramo de gardenias que lleva una florista nocturna y se las obsequio a Dianelys. Ella se pone alegre, el brillo de sus negros ojos emerge y amenazan con opacarlo todo. Tiene elocuentes frases de cariño para mí, me regala una suave y esperanzadora caricia.

A la distancia veo un grupo de homosexuales que se complican al sentirse tan juntos en sitios tan concurridos, evitan miradas a los ojos y si alguien pasa a su lado, dibujan en sus rostros una leve, tímida y pícara sonrisa, luego avergonzados vuelven sus miradas.

A nuestro paso, juveniles jineteros y solícitas prostitutas, tejen mágicas historias de amor para su próxima conquista.

Un grupo de muchachos que se divierten al influjo de timbales, bongoes y guitarras, bailan al son de la música, comparten confidencias y, de esta manera, prosiguen la fiesta hasta el amanecer de un nuevo día.

Un poco más lejos, una mujer sola camina insólitamente y no ve más allá del punto exacto donde colocará su pie, espera que el mar le devuelva sus esperanzas.

En este punto, cuando he olvidado que Dianelys camina a mi lado, se coloca frente a mí, sugerente y atractiva, con sus ojos claros, y los cierra para un beso. La beso y: “El viento de la noche roza su cara y yo rozo su cuerpo al final…”

Un arco iris ilumina todo el oscuro Malecón, sin música de ninguna clase. Solos. El Mar. Calor. Noche. Que empiezan a deslizarse peligrosamente hacia lo que ya no tiene importancia o quisiera recordar. Porque en este preciso instante, me encuentro en Chile, a muchas millas de distancia.

Insistentemente me pregunto si está en la naturaleza de la Isla el olvido, si cabe también una descomunal capacidad de nostalgia. Si hasta las palabras que se van sucediendo en estas líneas, no pueden dejar de tener importancia. Pero tú no estás y no puedo olvidarte, menos a todos los niños de la cuadra: Yadira, Allan, Alina, Noel, Mayerin, Nara, Néstor y Nereida.

La carta me dice: “Acabo de levantarme, desnuda doy unos cuantos pasos y me quedo acodada en la ventana…”

Te imagino, te invento con tus ojos claros, más claros que nunca. “Es sabido que jamás volverás”. Te llenas de rabia, reclamas, maldices tu desdicha, tan negra, y más vasta que el mar.

Que duermes y sueñas con una habitación limpia y amplia, donde guardar sueños acumulados durante todos estos años de ausencia, con una cama ancha para abrigar las penas; que abres los ojos por las mañanas y el mar sigue igual de negro, el muro de El Malecón duro e infranqueable, y que el resto de la realidad vuelve a instalarse donde siempre…

Y sé que un griterío de pájaros y gaviotas la acompaña en sus paseos por las tardes, que el mar muchas veces arremete furioso contra El Malecón, penetrando calles e incluso los portales de las casas cercanas…, como aquella noche que junto nos encontrábamos sentados en el muro y vino esa tremenda ola y nos mojó.

Otros amigos me cuentan que la ven pasearse sola largo rato en dirección al mar, que se detiene, y regresa sobre sus pasos con premura; escribe cartas y poemas de amor que sólo ella leerá, todo gracias a la complicidad e insinuaciones del mar, que es algo caprichoso de explicar. Ella ya no canta, sonríe muy poco, no como lo hacía ayer, el mar impávido salpica gotitas luminosas de lluvias sobre su rostro y sus bellos ojos claros.

Dianelys, ansiosa espera que llegue junio cada año. Hoy comprende que en la Isla cabe el abandono. Pero ella siempre lo ignoró.

Los recuerdos se agolpan presurosos frente al mar, cuando escucho la canción que siempre cantábamos juntos:

Hoy que estás quizás más lejos
que la distancia más larga,
y yo sé que aún te quiero
y que mis manos te aguardan…
Y qué hacer,
si no hacer como que vivo,
el aire choca conmigo,
mi calle nunca termina,
y tu voz y tu figura,
sobre mi espalda caminan…
Paso a paso voy pensando
todo lo que fuimos juntos,
y hoy contemplo con tristeza,
lo solo que está mi mundo…

LUIS E. AGUILERA
Nació en Valparaíso el 11 de Febrero de 1957. Escritor Chileno, narrador. Realizó sus estudios básicos en las ciudades de Valparaíso y Villa Alemana. A partir de 1973 se radica en Vicuña donde termina su enseñanza media en el Liceo Nocturno “Carlos Roberto Mondaca”. Subsiguientemente viaja a Valparaíso a proseguir sus estudios de Administración de Empresa. En 1980 se establece definitivamente en la ciudad de La Serena, donde se incorpora activamente a las actividades culturales, y políticas. Ingreso a las Juventudes comunistas en el año 1968, a la edad de 11 años, en la ciudad de Villa Alemana, ocupando diferentes responsabilidades políticas, posteriormente el año 1973 se traslada a la ciudad de Vicuña, participando clandestinamente en actividades culturales, el año 1980 se radica definitivamente en la ciudad de La Serena, incorporándose activamente a las actividades políticas y culturales. Dentro de las responsabilidades en el Partido Comunista han sido variadas, Actividades Sindicales, Finanzas, Relaciones públicas y políticas, Responsabilidades culturales. Miembro de las Direcciones Regionales Clandestinas, Delegados en varias oportunidades al congreso nacional del Partido, en la actualidad es Secretario de la Célula cultural “Hugo Chacón B.”La Serena. 1992 Candidato Alcalde, Ilustre Municipalidad de La Serena; 1996 Candidato Alcalde, Ilustre Municipalidad de La Serena; 1997 Candidato a Diputado por el séptimo distrito, (2005) La Serena, Andacollo, La higuera, Vicuña, Paihuano; 2000 Candidato Alcalde, Ilustre Municipalidad de La Serena; 2004 Candidato Concejal, Ilustre Municipalidad de La Serena. 2005 Candidato a Senador por la Cuarta Región, Elqui, Limarí y Choapa, Representando al Partido Comunista de Chile. Ha publicado en diarios y revistas, regionales, nacionales e internacionales. Su extensa labor la ha canalizado en los géneros de, crónica, critica, ensayo y narrativa, mereciéndole ser incluido en varias Antologías. Se desempeño por muchos años como crítico y cronista literario en diferentes diarios del país: El Día de La Serena, La Región, La Tarde, El Siglo, El Ovallino, El Regional, y otros. Sus trabajos literarios los a presentado y publicado en Argentina, Cuba, Uruguay, Suecia, y diferentes ciudades de Nuestro País, ferias del libro, programas radiales. Creó la revista político Cultural “Vamos a Andar” sesenta ediciones con una tirada cuatrocientos ejemplares. Co-fundador del Colectivo de Escritores Jóvenes “Bahía de Guayacán”, que se constituyó como base fundamental para el desarrollo de la Generación del 80’ “Café Tito’s” y que posteriormente dio origen en la ciudad de Coquimbo a la Sociedad de Escritores de Chile (SECH), Filial Región de Gabriela Mistral, Coquimbo (Mayo 1986). Ocupando posteriormente el cargo de Presidente durante cuatro años (1995 1999). Conductor del Programa Cultural de Televisión: Thema Televisión, hoy Cuarta Visión, “Esperando el Tren”, que a la fecha cuenta con más de ciento veinte capítulos de una hora de duración producidos. En la actualidad conductor del programa: Dos horas de recuerdo en la “Radio Pinamar”, del sector Norte de las Compañías y televisivo “El Andén de los Sueños”, http://www.canaliterario.cl/ vía Internet y canal 5 de Los Vilos, canal 4 de Canela, IV Región.
Productor y coordinador General de los “Encuentros del Mundo de La Cultura”. Doce versiones, que convoca en nuestra ciudad a escritores nacionales, argentinos, cubanos, mexicanos, uruguayos, paraguayos, Suecos, canadienses, costarricenses, franceses, bolivianos, peruanos, rumanos, norteamericanos y noruegos. “Crónicas Literarias” (1985-1986); 1993 primer libro publicado. Impreso por Departamento de publicaciones- Universidad de La Serena; “Las corbatas también Lloran”, (2001), Impreso por Soc. Editorial del Norte Ltda.; “La Casa de Las Gaviotas”, 2002 Impreso por Soc. Editorial del Norte Ltda.; “El dueño de la Hora y los Duendes Transparentes” (2003). Impreso por Imprenta Silva, Libro ganador del Tercer Concurso del Fondo Editorial Essco 2003; “El ancho camino de la desolación” (2003) Impreso por Departamento de publicaciones- Universidad de La Serena: “Un Adiós en el aeropuerto de la Habana” (2007), Ediciones Leutun, Santiago, Chile. Libro: “El Andén de los sueños”, “Texto que reúne 13 cuentos inéditos. Ganador del concurso del: Consejo Nacional del Libro y la Lectura, Fondo del libro, línea Fomento Creación Literaria 2007- Escritores Profesionales. Premiado en el Concurso Público “Fondo Editorial Manuel Concha, 2009”; de la Ilustre Municipalidad de la Serena, (Premio: Publicación de obras inédita, en 500 ejemplares).
Libro Inédito: “Yemayá, la virgen del mar de Baracoa”, y otros cuentos, “Texto que reúne tres cuentos inéditos. Ganador del concurso del: Consejo Nacional del Libro y la Lectura, Fondo del libro, línea Fomento Creación Literaria 2009- Escritores Profesionales. Incluido en las siguientes Antologías: (La fiesta del escriba” Cuentos (1999) Antología de narradores Región de Coquimbo, Editorial Diaguita, Autor Escritor Yair J. Carvajal; “Cien Poemas de Amor y Lucha por Gladys Marín” (1999) Comité de Escritores de Izquierda, por la Candidatura a Presidente de Chile: Gladys Marín; Editorial Pobeta; Santiago de Chile 1999; “Estigmas de luz” (2007) Antología del -Circulo de Narradores- “Paso del León” Primer encuentro Internacional de Narradores, Villa dolores-Córdoba- República de Argentina; “Antología, “El Lugar de La Memoria” (2008) Poetas y Narradores de Chile. Actualmente es Presidente de La Sociedad de Escritores de Chile (SECH), Filial Región de Gabriela Mistral, Coquimbo, por el periodo 2006 = 2008 ; 2008 = 2010 ; 2010 = 2012 Y Director Nacional de La Sociedad de Escritores de Chile, 2008 = 2010; 2010 = 2012.

Página Web: http://www.luiseaguilera.cl

UM POEMA BILÍNGUE DE PERPETUA FLORES

SIMBIOSE

Mar, cova e abismo,
submerso céu.

Movimento contínuo
se precipita
nas minhas margens.

Seca, estática, estátua,
eu que fui mar.

Minha cabeça, lua cheia.
Minha boca um castiçal
aceso em oferta a Iemanjá.

Envolta em verdes lençóis
um redemoinho de luz
me incendiava.

(Sempre devolvi os corpos).

Sou uma sombra de sal.

Quem mergulhará em mim,
avivando as águas?

À espera e um náufrago
deito na areia rósea.

Como o mar, não sei morrer.

………………………

SIMBIOSIS

Mar, tumba y abismo,
sumergido cielo.

Movimiento continuo
se precipita
en mis márgenes.

Seca, estática, estatua,
yo que fui mar.

Mi cabeza, luna llena.
Mi boca un candelabro
encendido en oferta a Iemanjá.

Envuelta en verdes sábanas
un remolino de luz
me incendiaba.

(Siempre devolví los cuerpos).

Soy una sombra de sal.

¿Quién inmergirá en mí,
avivando las aguas?

A la espera de un náufrago
me acuesto en la arena rosa.

Como el mar, no sé morir.

PERPETUA FLORES
Nasceu na cidade de Santo Ângelo, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Radicada em Buenos Aires, Argentina.
Poeta, tradutora, crítica literária e ativista cultural.

Blog: http://www.am1010perpetuaflores.blogspot.com

BAILE DE MÁSCARAS, POEMA DE ALESSANDRA BOOS

BAILE DE MÁSCARAS

entre a face e a máscara
o vazio respira
e observa

por trás da persona risonha
– o sorriso que apodrece –
a desesperança da Columbina
a vergonha do Arlequim

plumas se agitam, lenços que caem

eu só queria
encurtar
o meu vazio
e o teu.

ALESSANDRA BOOS
Nasceu em Santa Catarina/SC. Poeta, contista, bióloga formada pela Universidade Federal do Paraná e professora de língua inglesa em Porto Alegre/RS. Publicou pelo projeto do SESC/SC Formação de Escritores. No momento, escreve nos blogs “A Metafísica do Beijo” e “Botequim Literário”.