Quarta Feira do Livro da Sociedade Partenon Literário

Programação:

– Exibição do Vídeo:
“LUCIANA DE ABREU, A PIONEIRA DO FEMINISMO EM PORTO ALEGRE” – Luciana de Abreu, primeira feminista do RS

– Vozes Poéticas Ibero-Americanas: Espanha e Honduras, com Paulo Bacedônio
– Bate-papo com Danci Caetano Ramos, autora de Tempo de Viver
– Bate-papo com Francisca Messa, autora de Ciranda de Amores

Patrono: António Soares – Presidente do Instituto Cultural Português

Quando: Sábado, 08 de outubro de 2011

Onde: Instituto Cultural Português
Rua Plácido de Castro, 154 – Porto Alegre – Brasil

Horário: Das 14 às 17 horas

Entrada Franca

– INFORMAÇÕES: (51) 8564-5281 c/Benedito Saldanha

Anúncios

Coleção Pôépũrú – Poesia de Língua Portuguesa

Conheça e adquira a Coleção Pôépũrú,
de Poesia de Língua Portuguesa,
na Ábaco Livros:

Coleção Pôépũrú

Volume 1 – 5 Poemas barrocos
Manuel Botelho de Oliveira (Bahia, Brasil, 1636-1711)

Volume 2 – Sonetos
Antero de Quental (Açores, Portugal, 1842-1891)

Volume 3 – De tudo hei de pedir conta
Paulo Roberto do Carmo (Porto Alegre, Brasil, 1941)

Volume 4 – Poemas
António Soares (Mar-Esposende, Portugal, 1934)

Volume 5 – Cantares santomenses
Caetano de Costa Alegre (Trinidade, São Tomé e Príncipe, 1864-1890)

Volume 6 – Esparsos vargaslumes
Élvio Vargas (Alegrete, Brasil, 1951)

Volume 7 – Haicais das cinco estações
Raul Machado (Caçapava do Sul, Brasil, 1934)

Volume 8 – Gaveta de achados
César Pereira (Taquari, Brasil, 1934)

A Coleção Pôépũrú é uma série especial de livros de bolso semiartesanais idealizada pelo poeta Paulo Bacedônio
e editada com as seguintes características:

Formato (14 x 10 cm)
Capa em papel colorido
Costura com barbante
50 exemplares numerados
22 páginas

Voce encontra a Coleção Pôépũrú na

ÁBACO LIVROS
Av. Osvaldo Aranha, 426 – Bom Fim
Cep. 90035-190 – Porto Alegre – Rio Grande do Sul
Brasil

Telefones: (0xx51) 3226 3318 / 3212 2422

Site: http://www.abacolivros.com.br

E-mail: contato@abacolivros.com.br

MINHA AMADA RAIVA PRETA

– abutres me ternuram as entranhas
e logo vão tanger-te nua e monstro
e diz ser minha amada raiva preta

o ontem que joguei nas tuas mãos
dorme os ternos rumores duma guerra
e pede fecundado pelas rochas

não tombarei na sombra da espera
te arrancarei dos olhos do teu deus
para mais ofender minha certeza

e tua mão que mima os oceanos
a farei abortar o que te enleva
e ter a perversão que gera a vida

eu choro o que não tens mas quero ter
amei-te pra me dares mais leveza
nem força mais possui o teu perfume

nem vale amaciares esse ventre
porque se ele é fecundo gera a morte
e se está morto estila raiva preta

António Soares (1934)
Poeta, contista, crítico, editor e professor. Nasceu em Mar-Esposende, Portugal. Vive em Porto Alegre, Brasil. È o presidente do Insituto Cultural Português, fundado em 1979, em Porto Alegre.

Published in: on maio 10, 2009 at 5:32 am  Deixe um comentário  
Tags: , ,