Quarta Feira do Livro da Sociedade Partenon Literário

Programação:

– Exibição do Vídeo:
“LUCIANA DE ABREU, A PIONEIRA DO FEMINISMO EM PORTO ALEGRE” – Luciana de Abreu, primeira feminista do RS

– Vozes Poéticas Ibero-Americanas: Espanha e Honduras, com Paulo Bacedônio
– Bate-papo com Danci Caetano Ramos, autora de Tempo de Viver
– Bate-papo com Francisca Messa, autora de Ciranda de Amores

Patrono: António Soares – Presidente do Instituto Cultural Português

Quando: Sábado, 08 de outubro de 2011

Onde: Instituto Cultural Português
Rua Plácido de Castro, 154 – Porto Alegre – Brasil

Horário: Das 14 às 17 horas

Entrada Franca

– INFORMAÇÕES: (51) 8564-5281 c/Benedito Saldanha

SAUDADES NO PORVIR

Eu vou com a noite
Pálida e fria
Na penedia
Me debruçar:
O promontório
De negro dorso,
Qual nau de corso
Se alonga ao mar.

Dormem as horas,
A flor somente
Respira e sente
Na solidão;
A flor das rochas,
Franzina e leve,
Ao sopro breve
Da viração.

Cantando o nauta
Desdobra as velas
Argênteas, belas
Asas do mar;
Branqueia a proa
Partindo as vagas,
Que n’outras plagas
Se vão quebrar.

Eu ponho os olhos
No firmamento:
Que isolamento,
Oh, minha irmã!
Apenas o astro
Que a luz duvida,
Promete a vida
Para amanhã.

Naquela nuvem
Te vejo morta;
Meu peito corta
Cruel sentir
Da lua o túmulo
Na onda ondula,
E o mar modula
Como um porvir…

SOUSÂNDRADE (1933-1902)
Sousândrade, nome literário de Joaquim de Sousa Andrade, nascido na vila de Guimarães, no Maranhão, Brasil. Formou-se em Letras pela Sorbonne, em Paris, onde fez também o curso de engenharia de minas. Republicano convicto e militante, transfere-se, em 1870, para os Estados Unidos. Morando em Nova Iorque, funda o periódico republicano “O Novo Mundo”, publicado em português. Em Nova Iorque, publica sua maior obra, o poema longo O Guesa Errante (1874/77). Retornando ao Maranhão, comemora com entusiasmo a Proclamação de República. Dedica-se ao ensino de Língua Grega no Liceu Maranhense e passa, no final da vida, por enormes dificuldades financeiras.

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ANA MELLO:

http://anamelloescritora.com.br/

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Ana Mello
Nasceu em São Leopoldo (RS), é licenciada em Ciências e Matemática pela Unisinos. Atua profissionalmente como téc. Química. Faz especialização em Informática na Educação na PUCRS. Iniciou suas publicações em 2002 quando foi uma das classificadas no concurso da Carris, Relatos da História e outras Memórias, tendo conto publicado em livro com esse título. Participou de várias Antologias da Editora Litteris e CBJE. Publicou em diversos sites na internet e é colunista do site SORTIMENTOS.COM desde 2003.

Escreve poesias, contos e crônicas. É coordenadora do Movimento Poetrix no Rio Grande do Sul.

Publicou seu primeiro livro em papel em 2009, MINICONTANDO, pela editora Casa Verde. Seus e-books, Verbetrix, Aleivosias e Céu & Inferno podem ser acessados gratuitamente. Também o primeiro livro on-line da coleção Tira Bacana. E o e-book Finais Felizes está na página da Revista iInguante, de Portugal.

Ministra oficinas de minicontos, crônica e poetrix para público jovem e adulto. Seus e-books, Verbetrix, Aleivosias e Céu & Inferno podem ser acessados gratuitamente.

ACRÚSTICO

Perdemos
Esperanças
Radiosas
De
Atributos
Sagrados

Irremediavelmente
Resta-nos
Restos
Espancam-se
Prelúdios
Ardem
Ritos
Águas
Vivas
Existência
Infame
Solidão

MARIAH DE OLIVIERI
Natural de Porto Alegre, RS, bacharel em Comunicação Social, licenciada e mestre em Filosofia. Terapeuta, Especialista em Essências Florais, desenvolve sua clínica a partir da abordagem Filosófica Existencial, centrada no desenvolvimento da singularidade do indivíduo. Dedica-se às artes plásticas e à literatura. Profere palestras, mantém coluna mensal no jornal Varanda Cultural, publica semanalmente artigos filosóficos online no Espaço Ecos e quinzenais noSemeando o Conhecimento.

DEVER DE CASA, texto de TePaz

Nas várias nuances entre o pode e o não pode está o deve. Exato aí, ela se achava. Primeiramente, devia respirar senão a vida lhe abandonava. Depois, aos tantos outros mais deves, obedientemente curvar-se. Entre todos os que trazia em sua pesada mala estava aquele que mamãe lhe passara nas suas primeiras lições de vida e que nunca pudera esquecer, pois fora escrito em sua carne – o de que a vaidade é dever feminino. Sua trajetória, com páginas lotadas de idas e vindas do insucesso tentando chegar a um porto seguro, forjou-lhe caráter de seguir a qualquer custo e sem buscar os motivos para tal, um simples dever. E agora que a rua lhe dizia seja bem vinda com toda ênfase, devia esperar o grande nada em companhia daquele para quem devia tudo, um homem que lhe tomava pela mão e lhe dizia vamos indo. Para ele, tal mulher com disposição de segui-lo, em detrimento do aconchego e segurança de um lar, era muito especial, uma companheira digna de estar em pedestal dourado. Não existia outra que fizesse seu olhar desviar-se futilmente. E pelas ruas iam e nelas viviam o improviso de cada dia achar o que comer e onde dormir, na cumplicidade de um particular romance, pois o amor chega a qualquer coração.
Mas a vaidade nunca lhe abandonou. Via-se linda no manequim de uma vitrine ou imaginando-se num salão de beleza qualquer. E se as águas e sabonetes estavam de mal com ela não importava, devia agir como se ali estivessem. Seu perfume preferido, rosas, encontrou finalmente naquele spray vazio retirado do lixo. O destino lhe sorria mais uma vez e ela, elegantemente num gesto fatal, lançou um suposto jato atrás da orelha, esboçando um ar de satisfação ao ver-se pronta para enfrentar mais um dia. Quantas naquela hora da manhã faziam o mesmo gesto? Quantas naquele instante enchiam o peito de ar e pensavam, vamos à luta. Sentiu-se integrada, sentiu-se parte daquela corrente de cumplicidade feminina repetindo o seu dever de casa. Os que passaram, não entendendo sua sina, ousaram chamá-la de louca. Porém ela só fazia o que mamãe mandara, o que mamãe aprendera de sua também mamãe – ser linda e cheirosa. E depois, seguir sua vida para o que viesse e desse, mesmo se o dado fosse apenas um frasco de perfume vazio.

Outubro/2010

TePaz
(Teresinha de Jesus Paz Pereira)

O SONHO DOS SONHOS *

Quanto mais lanço as vistas ao passado,
Mais sinto ter passado distrahido,
Por tanto bem – tão mal comprehendido,
Por tanto mal – tão bem recompensado!…

Em vão relanço o meu olhar cançado
Pelo sombrio espaço percorrido:
Andei tanto – em tão pouco… e já perdido
Vejo tudo o que vi, sem ter olhado!

E assim prosigo, sempre audaz e errante,
Vendo, o que mais procuro, mais distante,
Sem ter nada – de tudo que já tive…

Quanto mais lanço as vistas ao passado,
Mais julgo a vida – o sonho mal sonhado
De quem nem sonha que a sonhar se vive!…

MÚCIO TEIXEIRA (1857-1926)
Escritor, jornalista, diplomata e poeta brasileiro. Nasceu em Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul. Foi aluno do Colégio Gomes, em Porto Alegre e um dos fundadores da Sociedade Partenon Literário, em 1868. Era cônsul do Brasil na Venezuela em 1889, quando da Proclamação da República. Em 1896 mudou-se para a Bahia, onde tornou-se amigo da família de Castro Alves. Em 1899 passou a residir no Rio de Janeiro com a esposa e seus seis filhos. Ao saber da morte de Vitor Hugo, organizou uma obra em sua homenagem, a Hugonianas, coleção de alguns de seus poemas traduzidos para a língua portuguesa. É patrono de uma das cadeiras da Academia Rio-Grandense de Letras e da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Foi um dos autores mais prolíficos de seu tempo, escrevendo mais de setenta obras, entre ensaios, romances, dramas e biografias.

*Foi mantida a ortografia do livro “Sonetos brasileiros – séc. XVII-XX”, de Laudelino Freire, publicado no Rio de Janeiro por volta de 1914.

SARAU MARIO QUINTANA SEMPRE! – GRUPOS MARIAS, AMÉLIAS E CAMÉLIAS – diVERSOS – NOS LEMOS

SARAU MARIO QUINTANA SEMPRE! - GRUPOS MARIAS, AMÉLIAS E CAMÉLIAS - diVERSOS - NOS LEMOS

SARAU MARIO QUINTANA SEMPRE! - GRUPOS MARIAS, AMÉLIAS E CAMÉLIAS - diVERSOS - NOS LEMOS

TÉDIOS

Como um fluido a vagar pelos espaços,
A alma em crepúsc’los outonais aberta,
Surpreendi-me ao claror da luz incerta
Caminhando a chorar para os teus braços.

Tu vinhas para mim a lentos passos
Sobre rosais floridos! e entreaberta
A tua boca me sorriu, desperta
Toda a harmonia imácula dos traços.

Caía um poente evocativo e frouxo.
Da mesma paz dos mortos coroada,
No céu a lua e a meu lado um mocho.

As tuas tranças… Quantos tédios velhos…
Languescência eteral de alma exilada
Contemplando as visões dos Evangelhos…

ÁLVARO VIANA (1882-1936)
Poeta simbolista mineiro.

A GREGÓRIO DE MATOS

És Pátria Perpétua
Palco de onde brotam flores
Rebentos, também, de críticas sociais…
Feitiço de guerra justa…
Desperta a aurora deste chão
Muitos séculos depois
BOCA SANTA!
Beija e ama as tuas Angélicas
através dos tempos
Segue pelos matos da verdade, Gregório,
E declara a GUERRA DOS POETAS
Que põe em prontidão a Humanidade!

Fernanda Pedrazzi

SOCIEDADE PARTENON LITERÁRIO HOMENAGEIA SERAFIM DE LIMA FILHO

CONVITE

O ano era 1997. Em Porto Alegre, numa residência do bairro Partenon, um grupo de intelectuais e simpatizantes da causa literária começou a se reunir visando o restabelecimento da associação literária considerada o símbolo da literatura gaúcha: O bravo e respeitado Partenon Literário. Liderada por Serafim de Lima Filho, a renomada instituição voltou a funcionar encontrando eco nos seus ideais e pronta para dar sua colaboração em prol do enriquecimento da nossa literatura.

Serafim de Lima nasceu na localidade de São Manoel, distrito de Cruz Alta, sendo filho de Serafim Francisco de Lima e de Acelina Gomes. Desde cedo aprendeu o ofício de tipografia e impressão, trabalhando depois no jornal “A Hora” e no “Diário Oficial do Estado”. Depois de aposentado se dedicou à reativação do Partenon Literário. E Se hoje estamos realizando palestras, transferindo conhecimento, animando saraus e publicando livros, deve-se muito a ele, que sempre acreditou neste sonho.

Este é o personagem que iremos homenagear às 19h do dia 31 de maio, terça-feira, na sede administrativa do Partenon Literário (Rua Plácido de Castro, 154 – Porto Alegre).

A atual diretoria, numa decisão histórica, irá concretizar esta homenagem justa e vitalícia. Sendo assim, convidamos todos os sócios para prestigiar esta homenagem através da Entrega do título de Presidente de Honra do Partenon Literário a Serafim de Lima Filho. Também durante o evento será apresentado em primeira mão o Hino oficial do Partenon Literário, com letra de Carlos Rampanelli e música de Antonio Frizon.

Aguardamos sua presença neste dia especial para todos nós.

APOIO:
Jornal RSLetras – Instituto Cultural Português – Instituto Cultural Lobo da Costa – Academia Letras Brasil – ALAPOA