SARAU COM RITMO: HOMENAGEM A LILA RIPOLL

PROJETO SARAU COM RITMO

Homenagem à Poetisa Lila Ripoll

Uma das principais vozes da poesia gaúcha

A Academia de Letras e Artes de Porto Alegre em parceria com o Clube Literário Jardim Ipiranga promove no dia 1º de março, terça-feira, na cidade de Porto Alegre, mais uma edição do Sarau com Ritmo, com apresentações de poetas da capital, debates e exibição de vídeo.

O QUÊ
Sarau poético em homenagem à poetisa gaúcha Lila Ripoll. Também durante o evento haverá estande para venda de livros e exibição de vídeo sobre a artista homenageada.

QUEM
Apresentação de poetas e artistas de sociedades culturais da capital

QUANDO
1º de março de 2011, terça-feira, às 19 h Entrada Franca

ONDE
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Sala O Retrato) Rua dos Andradas, 1223, Porto Alegre.

Contatos: Fones 9336-6540 / 3446-2652 ou expressoletras@yahoo.com.br
Poetisa, professora, jornalista e pianista. Militante comunista. Nasceu em Quaraí, a 12 de agosto de 1905. Colaborou no “Correio do Povo” e na “Revista Universitária”. Editou a “Revista Horizonte” (1951). Na década de 1930 foi diretora do Departamento Cultural do Sindicato dos Metalúrgicos, onde militou pelo Partido Comunista. Participou, em 1951, no grupo Partidários da Paz, com Graciliano Ramos, Dyonelio Machado e Laci Osório. Revolucionária convicta e militante, atuou também no Centro dos Professores e no Grupo de Arte, fundado por ela para a promoção de espetáculos teatrais. Foi presa após o golpe militar de 1964, e libertada em seguida por motivo de doença. Entre seus livros destaca-se Novos poemas (poesia), de 1951, obra vencedora do prêmio Pablo Neruda da Paz. Faleceu em 1967, vítima de câncer.

OBRAS
De mãos postas (poesia). Porto Alegre: Livraria do Globo, 1938. Céu vazio (poesia). Porto Alegre: Livraria do Globo, 1941 (Obra vencedora do prêmio Olavo Bilac Da Academia Brasileira de Letras). Por quê? (poesia). Rio de Janeiro: José Olympio, 1947. Novos poemas (poesia). Porto Alegre: Horizonte, 1951 (Obra vencedora do prêmio Pablo Neruda da Paz). Primeiro de maio (poesia). Porto Alegre: Horizonte, 1954. Poemas e canções (poesia). Porto Alegre: Horizonte, 1957. Um colar de vidro (peça teatral inédita). Porto Alegre: 1958. O coração descoberto (poesia). Rio de Janeiro: Vitória, 1961. Águas móveis (poesia). Inédito de 1965. “Poesias”. In: Cadernos do extremo sul. Alegrete: s/ed., 1967. Antologia poética Rio de Janeiro: Leitura; Instituto Nacional do Livro / MEC, 1968 (edição póstuma).

COORDENAÇÃO
Benedito Saldanha & Adroaldo Barboza

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NOCTURNO SIN PATRIA

Yo no quiero un cuchillo en manos de la patria.
Ni un cuchillo ni un rifle para nadie:
la tierra es para todos,
como el aire.

Me gustaría tener manos enormes,
violentas y salvajes,
para arrancar fronteras una a una
y dejar de frontera solo el aire.

Que nadie tenga tierra
como tiene traje:
que todos tengan tierra
como tienen el aire.

Cogería las guerras de la punta
y no dejaría una en el paisaje
y abriría la tierra para todos
como si fuera el aire…

Que el aire no es de nadie, nadie, nadie…
Y todos tienen su parcela de aire.

JORGE DEBRAVO (1938-1967)
Poeta costarricense oriundo de Turrialba. Nacido en un hogar de muy pobres recursos, aprendió con la ayuda de su madre las primeras letras y gracias al producto de su trabajo en el campo cuando apenas era un niño, compró sus primeros libros. A los 14 años recibió una beca para terminar su primaria en un pueblo cercano. Estudió periodismo por correspondencia y historia de las religiones, y repasó constantemente sus libros favoritos de autores como Pablo Neruda, Amado Nervo, Miguel Hernández y Walt Whitman. Falleció en 1967 a los 29 años en un accidente de tránsito. A pesar de su corta vida dejó una importante obra premiada póstumamente en su país con el Premio Nacional de Poesía. Entre sus libros se destacan «Milagro abierto» en 1959, «Bestiecillas plásticas» en 1960, «Devocionario del amor sexual» en 1963, «Nosotros los hombres» en 1966, «Canciones cotidianas» en 1967 y «Los despiertos» en 1972. No dia de 31 de janeiro, dia em que Debravo nasceu, é celebrado na Costa Rica como o Dia Nacional da Poesia.