VISITE O NOVO SITE DA ESCRITORA ANA MELLO

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ANA MELLO:

http://anamelloescritora.com.br/

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Ana Mello
Nasceu em São Leopoldo (RS), é licenciada em Ciências e Matemática pela Unisinos. Atua profissionalmente como téc. Química. Faz especialização em Informática na Educação na PUCRS. Iniciou suas publicações em 2002 quando foi uma das classificadas no concurso da Carris, Relatos da História e outras Memórias, tendo conto publicado em livro com esse título. Participou de várias Antologias da Editora Litteris e CBJE. Publicou em diversos sites na internet e é colunista do site SORTIMENTOS.COM desde 2003.

Escreve poesias, contos e crônicas. É coordenadora do Movimento Poetrix no Rio Grande do Sul.

Publicou seu primeiro livro em papel em 2009, MINICONTANDO, pela editora Casa Verde. Seus e-books, Verbetrix, Aleivosias e Céu & Inferno podem ser acessados gratuitamente. Também o primeiro livro on-line da coleção Tira Bacana. E o e-book Finais Felizes está na página da Revista iInguante, de Portugal.

Ministra oficinas de minicontos, crônica e poetrix para público jovem e adulto. Seus e-books, Verbetrix, Aleivosias e Céu & Inferno podem ser acessados gratuitamente.

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ACRÚSTICO

Perdemos
Esperanças
Radiosas
De
Atributos
Sagrados

Irremediavelmente
Resta-nos
Restos
Espancam-se
Prelúdios
Ardem
Ritos
Águas
Vivas
Existência
Infame
Solidão

MARIAH DE OLIVIERI
Natural de Porto Alegre, RS, bacharel em Comunicação Social, licenciada e mestre em Filosofia. Terapeuta, Especialista em Essências Florais, desenvolve sua clínica a partir da abordagem Filosófica Existencial, centrada no desenvolvimento da singularidade do indivíduo. Dedica-se às artes plásticas e à literatura. Profere palestras, mantém coluna mensal no jornal Varanda Cultural, publica semanalmente artigos filosóficos online no Espaço Ecos e quinzenais noSemeando o Conhecimento.

DEVER DE CASA, texto de TePaz

Nas várias nuances entre o pode e o não pode está o deve. Exato aí, ela se achava. Primeiramente, devia respirar senão a vida lhe abandonava. Depois, aos tantos outros mais deves, obedientemente curvar-se. Entre todos os que trazia em sua pesada mala estava aquele que mamãe lhe passara nas suas primeiras lições de vida e que nunca pudera esquecer, pois fora escrito em sua carne – o de que a vaidade é dever feminino. Sua trajetória, com páginas lotadas de idas e vindas do insucesso tentando chegar a um porto seguro, forjou-lhe caráter de seguir a qualquer custo e sem buscar os motivos para tal, um simples dever. E agora que a rua lhe dizia seja bem vinda com toda ênfase, devia esperar o grande nada em companhia daquele para quem devia tudo, um homem que lhe tomava pela mão e lhe dizia vamos indo. Para ele, tal mulher com disposição de segui-lo, em detrimento do aconchego e segurança de um lar, era muito especial, uma companheira digna de estar em pedestal dourado. Não existia outra que fizesse seu olhar desviar-se futilmente. E pelas ruas iam e nelas viviam o improviso de cada dia achar o que comer e onde dormir, na cumplicidade de um particular romance, pois o amor chega a qualquer coração.
Mas a vaidade nunca lhe abandonou. Via-se linda no manequim de uma vitrine ou imaginando-se num salão de beleza qualquer. E se as águas e sabonetes estavam de mal com ela não importava, devia agir como se ali estivessem. Seu perfume preferido, rosas, encontrou finalmente naquele spray vazio retirado do lixo. O destino lhe sorria mais uma vez e ela, elegantemente num gesto fatal, lançou um suposto jato atrás da orelha, esboçando um ar de satisfação ao ver-se pronta para enfrentar mais um dia. Quantas naquela hora da manhã faziam o mesmo gesto? Quantas naquele instante enchiam o peito de ar e pensavam, vamos à luta. Sentiu-se integrada, sentiu-se parte daquela corrente de cumplicidade feminina repetindo o seu dever de casa. Os que passaram, não entendendo sua sina, ousaram chamá-la de louca. Porém ela só fazia o que mamãe mandara, o que mamãe aprendera de sua também mamãe – ser linda e cheirosa. E depois, seguir sua vida para o que viesse e desse, mesmo se o dado fosse apenas um frasco de perfume vazio.

Outubro/2010

TePaz
(Teresinha de Jesus Paz Pereira)

CONVITE PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO MENINO COM PÁSSARO AO OMBRO, DE SÉRGIO NAPP

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EL ADIÓS

Fuensanta, dulce amiga,
blanca y leve mujer,
dueña ideal de mi primer suspiro
y mis copiosas lágrimas de ayer;
enlutada que un día de entusiasmo
soñé condecorar,
prendiendo, en la alborada de las nupcias,
en el negro mobiliario de tu pecho
una fecunda rama de azahar.
Dime ¿es verdad que ha muerto mi quimera,
y el idólatra de tu palidez
no volverá a soñar con el milagro
de la diáfana rosa de tu tez?

(Así interrogo en la profunda noche
mientras las nubes van
cual pesadillas lóbregas, y gimen,
a distancia, unos huérfanos sin pan.)

De las cercanas torres
bajo el fúnebre son
de un toque de difuntos, y Fuensanta
clama en un gesto de desolación:

“¿No escuchas las esquilas agoreras?
¡Tocan a muerto por nuestra ilusión!
Me duele ser cruel
y quitar de tus labios
la última gota de la vieja miel.

“Mas el cadáver del amor con alas
con que en horas de infancia me quisiste,
yo lo he de estrechar
contra mi pecho fiel, y en una urna
presidirá los lutos de mi hogar.”

Hemos callado porque nuestras almas
están bien enclavadas en su cruz.

Me despido… Ella guía,
llevando, en un trasunto de Evangelio,
en las frágiles manos una luz.
Pero apenas llegados al umbral,
suspiro de alma en pena
o soplo del Espíritu del mal,
un golpe de aire marea la bujía…

Aúlla un perro en la calma sepulcral…
fue así como Fuensanta y el idólatra
nos dijimos adiós en las tinieblas
de la noche fatal.

RAMÓN LÓPEZ VELARDE (1881-1921)
Poeta mexicano.

O SONHO DOS SONHOS *

Quanto mais lanço as vistas ao passado,
Mais sinto ter passado distrahido,
Por tanto bem – tão mal comprehendido,
Por tanto mal – tão bem recompensado!…

Em vão relanço o meu olhar cançado
Pelo sombrio espaço percorrido:
Andei tanto – em tão pouco… e já perdido
Vejo tudo o que vi, sem ter olhado!

E assim prosigo, sempre audaz e errante,
Vendo, o que mais procuro, mais distante,
Sem ter nada – de tudo que já tive…

Quanto mais lanço as vistas ao passado,
Mais julgo a vida – o sonho mal sonhado
De quem nem sonha que a sonhar se vive!…

MÚCIO TEIXEIRA (1857-1926)
Escritor, jornalista, diplomata e poeta brasileiro. Nasceu em Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul. Foi aluno do Colégio Gomes, em Porto Alegre e um dos fundadores da Sociedade Partenon Literário, em 1868. Era cônsul do Brasil na Venezuela em 1889, quando da Proclamação da República. Em 1896 mudou-se para a Bahia, onde tornou-se amigo da família de Castro Alves. Em 1899 passou a residir no Rio de Janeiro com a esposa e seus seis filhos. Ao saber da morte de Vitor Hugo, organizou uma obra em sua homenagem, a Hugonianas, coleção de alguns de seus poemas traduzidos para a língua portuguesa. É patrono de uma das cadeiras da Academia Rio-Grandense de Letras e da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Foi um dos autores mais prolíficos de seu tempo, escrevendo mais de setenta obras, entre ensaios, romances, dramas e biografias.

*Foi mantida a ortografia do livro “Sonetos brasileiros – séc. XVII-XX”, de Laudelino Freire, publicado no Rio de Janeiro por volta de 1914.

EL ANDÉN DE LOS SUEÑOS, de LUIS E. AGUILERA. Por Omar Felipe Mauri Sierra

Un amigo de Cuba, más que todo, es un ser que honra la amistad, que conoce como nadie su significado y su horizonte.
Luis E. Aguilera honra esta condición con la de excelente escritor, promotor cultural y militante político. Hace dos años presentó aquí su libro Un adiós en el aeropuerto de La Habana (Chile, 2008), y viene hoy con su obra más reciente: El andén de los sueños, ambientado en el escenario de la

ciudad de La Serena, región de Coquimbo, cuna de Gabriela Mistral.

Nacido en Valparaíso, Chile, en 1957, Luis E. Aguilera, más que establecerse, se integra definitivamente en cuerpo y alma, desde 1980, a la ciudad de La Serena, donde encuentra su razón de ser en la vida pública, política, cultural y literaria. De esta comunión con una ciudad desandada y soñada, de pulsar hasta lo más hondo en sus personajes y ambientes, y de recrearlos desde la poetización de sus detalles y estados límites, es de donde nacen los trece cuentos que componen este libro.

Sus recursos como narrador son de una complejidad y una riqueza sorprendentes: los giros inesperados del argumento, los anticlímax interrumpidos por nuevos acontecimientos, la sensualidad de la prosa, el detalle convertido en motivo de la acción o elevado a la condición de símbolo y la calidad de una prosa precisa y efectiva, que consigue el dominio del idioma y del habla popular en una comunión capaz de lograr audacia, originalidad y respeto a la tradición al mismo tiempo.

Demuestra su capacidad de fabulador genuino, de narrador auténtico, en los múltiples tonos que asumen sus relatos. Desde la ironía y la parodia, en Frijolito III, toda una farsa ceremoniosa, que traza con gesto irreverente hacia las jerarquías burocráticas y sus retóricas genuflexas, hasta el dramatismo en El Rondín, con escenas de gran intensidad que logra sostener con sabia destreza, entorno a un guardia nocturno que es despedazado y devorado por una nube de insectos, mientras que el director del colegio lo sorprende en su agónica pesadilla, durmiendo en el horario de trabajo. O también el brumoso ambiente que evoca leyendas románticas en El niño vagabundo del Puclaro, o la asfixia existencial de Túnel El Socorro que por momentos nos remite, como el Cuento número 13 a los tonos del absurdo y la crueldad.

Precisamente, en los cuentos de Luis Aguilera, los recursos sensitivos que se despliegan son un eficaz instrumento para crear atmósferas oníricas y profundamente poéticas –sin declararse deudor del surrealismo. De esta forma son más perceptibles y vívidos los sueños de sus personajes y su ambigüedad permanente con la realidad, todo lo cual crea un cauce que atraviesa todos los cuentos del libro.

El cuento que da título al conjunto, El andén de los sueños, es un curioso y, a la vez, atrayente montaje de planos, que se superponen y transparentan sucesivamente, de la realidad a los sueños y viceversa. No hay límites evidentes entre el recuerdo, el presente y los sueños, y en ello se empeña a fondo el autor para dedicarnos un relato auténticamente poético a partir del escenario concreto de la ciudad, que va descubriendo desde el aire, –con el efecto de una cámara en picado-, desde el sonido de las campanas en sus torres, los tejados y los árboles, hasta tocar al pavimento y develar las intimidades de las habitaciones. Hay mucho de cinematográfico en estas narraciones, que apelan además al periodismo, la epístola, la poesía y la anécdota popular.

Al decir del escritor cubano José Pepe Sánchez, en el prólogo, “El Andén de los Sueños, es una aventura que nos conduce, en muchas ocasiones, por los vericuetos de la biografía del autor ficcionada y todas las influencias que ha ido recibiendo, ya sea por sus lecturas, o por su interacción diaria con el entorno y los seres humanos con quienes comparte el día a día, en toda la complejidad que significan las relaciones humanas”.

Quizás para el lector cubano, una de las claves de esta obra sea la ciudad y su gente, su ritmo y sus hábitos, y el minucioso poder de observación del autor. Es evidente que el sueño interviene como un recurso para deconstruir y volver a construir la realidad, completarla, subvertirla y –como la tarea de un dios- crear un mundo con los naufragios de otro. Para el lector cubano, que corresponde a la amistad con amistad, esta obra representa, sin dudas, un atractivo jardín de espejos, donde reconocerá otra realidad y advertirá la suya propia.

Omar Felipe Mauri Sierra (1959)
Poeta cubano.

Para leer, ver y revisar más artículos:
http://www.luiseaguilera.cl

EL NIDO

Es porque un pajarito de la montaña ha hecho,
en el hueco de un árbol, su nido matinal,
que el árbol amanece con música en el pecho,
como que si tuviera corazón musical.

Si el dulce pajarito por entre el hueco asoma,
para beber rocío, para beber aroma,
el árbol de la sierra me da la sensación
de que se le ha salido, cantando, el corazón.

ALFREDO ESPINO (1900-1928)
Nació en Ahuachapán, El Salvador. Inclinado desde joven por el cultivo de la poesía, la música, la pintura y la caricatura, se inscribió en la Facultad de Jurisprudencia y Ciencias Sociales de la Universidad de El Salvador, donde se graduó de doctorado con su tésis Sociología estética (1927). Colaboró en las revistas Lumen y Opinión Estudiantil, al igual que los periódicos La prensa y Diario del Salvador, en los últimos años se enfrascó en sus poemas. Después de su temprana muerte -debido a una crisis alcohólica- su padre organizó el libro “Jícaras tristes”(1936).

SIRVO DE VOZ

Sirvo de voz
para que não sangres
como um galo antes de cantar.

Sirvo de voz
para que passes a tocha
ao filho que se precipita por entre os dedos.

Sirvo de voz
para que o machado se deixe florir
e dê amêndoas ao lenhador.

Sirvo de voz
para que a estrada caminhe ao teu encontro
e traga abrigo e destino.

Sirvo de voz
para que a palavra se exalte
e amotine os que clamam no deserto.

PAULO ROBERTO DO CARMO (1941)
Nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Poeta, professor e tradutor. Tem participado de diversas antologias no Brasil e em Portugal. Recebeu o Prêmio Nacional de Poesia Alphonsus de Guimaraens, da Fundação Biblioteca Nacional, em 2000. Finalista do Prêmio Açorianos, cidade de Porto Alegre. Principais obras publicadas: Crisbal, o guerreiro (1966 e 2002, 2ª. ed. reescrita); Estação de força (1987); Livro de preceitos (1993); Livro das manhãs (1997); 50 poemas escolhidos pelo autor (2006); À sombra de outra sombra (2010).

Site: http://www.artistasgauchos.com/pauloroberto/

RECITAIS DO VIOLINISTA GAÚCHO CARLOS BICA EM PORTO VELHO – RONDÔNIA – 2011 – II

RECITAIS DO VIOLINISTA GAÚCHO CARLOS BICA EM PORTO VELHO - RONDÔNIA - 2011 - II

RECITAIS DO VIOLINISTA GAÚCHO CARLOS BICA EM PORTO VELHO - RONDÔNIA - 2011 - II