SOLLOZO AMERICANO*

Cuando América llora
entristecen las lenguas milenarias
ante el curso abierto de la cruel indiferencia.
Las flechas del hombre
penetran en el hombro de la sana inocencia,
intentando descartar
fortalezas desposeídas de futuro.
Cuando América llora
gime el aire ante múltiples culpables,
que oxidan sus credos
goteados de remordimiento.
Ante los altares de Dios
ángeles y demonios se disputan delirantes
como fieras en celo, a la pródiga tierra,
la piel del tiempo en la sumisión del día,
y al hombre, como último pájaro
que busca amparo en la cima de la esperanza.
Voces de América se arrodillan
sobre la selva hostil y sollozante,
y la humanidad enferma fluye
a través de lenguas llagadas de injusticia.
Siluetas infernales deforman las batallas,
partiendo suelos con los surcos del hombre.
Detrás de vengadores se oculta la muerte
por antiguas revelaciones existenciales,
depredan rostros sin credo
exiliados hacia paralelas razones.
América sangra por derrotas diluidas
sobre el cáliz de los delirios.
Racimos de dolores, tatúan sus suplicas
frente al destino de pañuelos blancos.
El vértice de la torturante quimera
punza olvidos entre los límites,
y brazos multiplicados rodean en cruz
la figura de América,
inaugurando rosarios benditos
en ofrenda por una aspirada libertad.

* Primer premio “Jorge Luis Borges” (George Zanun Editores 2007)
Del Libro LA REPUBLICA DE LOS TRISTES

MARY ACOSTA
Escritora argentina/española, Promotora literaria y Coordinadora de eventos literarios/artísticos – terapéuticos. Desarrolla una intensa actividad literaria (congresos, cafés literarios, presentaciones de libros en su país y en el extranjero).
Fue jurado en distintos eventos culturales. Poemarios publicados: “Mensajes del corazón” (1996), “Bajo el ala de un ángel” (2002) “En brazos de dos lunas”(2004).
Poemario y CD “Ceguera en el espejo” (2004). La república de los tristes (2007). Posee 2 libros inéditos, géneros: poesía (En la piel de Paulina) y Haiku (Haiku al natural).

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“FERA” DO LIVRO

Goethe. Passo.
Kant, quem sabe.
Perambulo atônito pelos clássicos.
No fim, levo O Pequeno Príncipe.
A criança que vive em mim
Reinventa, todos os anos,
Seu eterno reinado.

ALEXANDRE LETTNER
Poeta, compositor e músico. Foi baixista, nos anos 1990, das bandas de rock Plataforma Ocidente, Os Laras, Arraia Miúda e Tape Deck. Participou, em novembro de 2007,
do projeto 24 Horas de Poesia. Participou do 10° Festival de Música de Porto Alegre. Em 2008 participou do Concurso Cantigário de Letras de Música e Textos de MPB.
Em 2010 publicou juntamente com o poeta Elroucian Motta o livro Sem palavras.

EL ADIÓS

Fuensanta, dulce amiga,
blanca y leve mujer,
dueña ideal de mi primer suspiro
y mis copiosas lágrimas de ayer;
enlutada que un día de entusiasmo
soñé condecorar,
prendiendo, en la alborada de las nupcias,
en el negro mobiliario de tu pecho
una fecunda rama de azahar.
Dime ¿es verdad que ha muerto mi quimera,
y el idólatra de tu palidez
no volverá a soñar con el milagro
de la diáfana rosa de tu tez?

(Así interrogo en la profunda noche
mientras las nubes van
cual pesadillas lóbregas, y gimen,
a distancia, unos huérfanos sin pan.)

De las cercanas torres
bajo el fúnebre son
de un toque de difuntos, y Fuensanta
clama en un gesto de desolación:

“¿No escuchas las esquilas agoreras?
¡Tocan a muerto por nuestra ilusión!
Me duele ser cruel
y quitar de tus labios
la última gota de la vieja miel.

“Mas el cadáver del amor con alas
con que en horas de infancia me quisiste,
yo lo he de estrechar
contra mi pecho fiel, y en una urna
presidirá los lutos de mi hogar.”

Hemos callado porque nuestras almas
están bien enclavadas en su cruz.

Me despido… Ella guía,
llevando, en un trasunto de Evangelio,
en las frágiles manos una luz.
Pero apenas llegados al umbral,
suspiro de alma en pena
o soplo del Espíritu del mal,
un golpe de aire marea la bujía…

Aúlla un perro en la calma sepulcral…
fue así como Fuensanta y el idólatra
nos dijimos adiós en las tinieblas
de la noche fatal.

RAMÓN LÓPEZ VELARDE (1881-1921)
Poeta mexicano.

TÉDIOS

Como um fluido a vagar pelos espaços,
A alma em crepúsc’los outonais aberta,
Surpreendi-me ao claror da luz incerta
Caminhando a chorar para os teus braços.

Tu vinhas para mim a lentos passos
Sobre rosais floridos! e entreaberta
A tua boca me sorriu, desperta
Toda a harmonia imácula dos traços.

Caía um poente evocativo e frouxo.
Da mesma paz dos mortos coroada,
No céu a lua e a meu lado um mocho.

As tuas tranças… Quantos tédios velhos…
Languescência eteral de alma exilada
Contemplando as visões dos Evangelhos…

ÁLVARO VIANA (1882-1936)
Poeta simbolista mineiro.

VOZES POÉTICAS IBEROAMERICANAS – 23 de novembro de 2010

CONVITE

A Sociedade Partenon Literário convida para o evento “Vozes Poéticas Iberoamericanas”, sessão de leitura de poesia dos países da Península Ibérica e da América Latina, idealizado pelo poeta, editor e pesquisador portoalegrense Paulo Bacedônio.

A sessão de leitura será coordenada por Paulo Bacedônio e terá a participação especial de César Pereira, Floreny Ribeiro e Marinês Bonacina, que apresentarão, entre outros, poemas de: Alceu Wamosy (Brasil), Pablo Neruda (Chile), José Martí (Cuba), Luís Cernuda (Espanha), Manuel del Cabral (República Dominicana), Carlos Saraiva Pinto (Portugal), María Montero (Costa Rica), José Asunción Silva (Colômbia), Oscar Cerruto (Bolívia), Alfonsina Storni (Argentina), Juana de Ibarbourou (Uruguai).

LOCAL: Sala de Pesquisa – 2º. andar

Centro Cultural CEEE-Erico Verissimo

Rua dos Andradas, 1223 – Centro

Porto Alegre – Rio Grande do Sul

Brasil

DATA: 23 de Novembro de 2010

HORÁRIO: 19h

ENTRADA FRANCA

Parceiros Culturais: Sociedade Partenon Literário, Academia de Letras e Artes de Porto Alegre, Instituto Cultural Português, Academia de Letras do Brasil e Casa do Poeta Latinoamericano

MINHA AMADA RAIVA PRETA

– abutres me ternuram as entranhas
e logo vão tanger-te nua e monstro
e diz ser minha amada raiva preta

o ontem que joguei nas tuas mãos
dorme os ternos rumores duma guerra
e pede fecundado pelas rochas

não tombarei na sombra da espera
te arrancarei dos olhos do teu deus
para mais ofender minha certeza

e tua mão que mima os oceanos
a farei abortar o que te enleva
e ter a perversão que gera a vida

eu choro o que não tens mas quero ter
amei-te pra me dares mais leveza
nem força mais possui o teu perfume

nem vale amaciares esse ventre
porque se ele é fecundo gera a morte
e se está morto estila raiva preta

António Soares (1934)
Poeta, contista, crítico, editor e professor. Nasceu em Mar-Esposende, Portugal. Vive em Porto Alegre, Brasil. È o presidente do Insituto Cultural Português, fundado em 1979, em Porto Alegre.

Published in: on maio 10, 2009 at 5:32 am  Deixe um comentário  
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Castilho: poeta, prosador e tradutor português

OS SONHOS

Recordas-te, ingrata,
Quando eu te dizia,
Que em sonhos Armia
Cedia aos meus ais?
Sorrias, coravas,
Fugias, juravas
Que nunca os meus sonhos
Seriam leais.

Armia, esta noite,
Segundo o costume,
Tornei co meu nume,
Tornei a sonhar.
Qual és, eras rosa,
Gentil, espinhosa,
Sem par nos rigores,
Nas graças sem par.

Dou graças ao fado,
Já sonho esquivança;
Já luz esperança
No meu coração.
Tu juras que em sonhos
Só há falsidades,
E nunca deidades
Juraram em vão.

António Feliciano de Castilho (1800-1875)
Nasceu em Lisboa. Poeta, prosador, tradutor. Aos seis anos de idade, em consequência de uma doença, ficou cego. Com dezessete anos matriculou-se na universidade, aonde estudou Direito. Dedicou-se a vários ramos do conhecimento como a literatura, a história e as línguas antigas e modernas. Traduziu, entre outras, obras de Ovídio, Virgílio, Anacreonte, Públio Círio, Molière, Shakespeare, Goethe. A sua obra original é muito ampla, e dela, destacam-se em verso: Cartas de Eco e Narciso (1821); A Primavera; Amor e melancolia; A noite de castelo; Ciúmes do bardo; Escavações poéticas.

Published in: on abril 15, 2009 at 6:30 am  Deixe um comentário  
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