VISÃO

Tanto brilhava a luz da lua clara,
Que para ti me fui encaminhando.
Murmurava o arvoredo, gotejando
Água fresca da chuva que estancara.

Longe de prata semeava a seara…
O teu castelo, à lua crepitando,
Como um solar de vidros formidando,
Vi-o como ardentíssima coivara.

Cantigas de cigarra na devesa…
E, pela noite muda, parecia
Cantar o coração da natureza.

Foi então que te vi, formosa, imagem,
Surgir entre roseiras, fria, fria,
Como um clarão da lua na folhagem.

Oscar Rosas (1864-1925)
Poeta simbolista nascido no Estado de Santa Catarina, Brasil. Dedicou-se ao comércio e depois ao jornalismo. Foi deputado estadual, diretor da Imprensa Oficial e funcionário da Inspetoria Federal das Estradas de Ferro. Deixou muitas produções esparsas em jornais da sua terra e do Rio de Janeiro. Um dos mais fiéis amigos de Cruz e Sousa. É patrono da cadeira n° 36 da Academia Catarinense de Letras.

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