NEM MAIS, NEM MENOS

Amar-te mais – fora loucura,
Amar-te menos – impossível.

E tanto amar-te,
Amar-te assim
Deus só concede
Na terra a mim.

Se perto de ti contemplo
O brilho dos olhos teus,
Qual cego que a recupera,
À luz deslumbram-se os meus.

Se de mais perto os contemplara,
Ícaro novo, no chão tombara:
Amar-te mais fora loucura.

Debalde fujo
Ao teu amor
A um teu olhar
Perco o valor.

O teu poder é invencível,
Amar-te menos – é impossível.

Arthur Candal (1857-1924)
Nasceu em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Funcionário público desde 1878, exerceu um grande número de cargos públicos. Foi também professor em vários colégios da Capital. Desenvolveu atividades como jornalista, tendo sido redator-chefe de A República, em 1894, e redator de Atualidade, em 1911. Foi sócio da Sociedade Parthenon Litterário, fundada em 1868. Deixou ainda algumas poesias nas páginas dos jornais de Porto Alegre. Obras: Musa ligeira, poesias, inédito; Gramática alemã, filologia, inédita; Origem da língua portuguesa, estudo-tese, inédito; A partícula se, inédito; A pecadora, conto, Revista Mensal do Partenon Literário, n° 7, 1877.

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Published in: on setembro 19, 2009 at 1:00 am  Deixe um comentário  
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