BEATRIZ WEIGERT

Não houve nunca um último poema,
nenhum gesto de amor foi derradeiro.
Cada palavra, cada frase ou tema
deixou alguma coisa no tinteiro.
Um resmungo talvez, talvez um gesto,
um desejo maior, mas recalcado,
para ser algum dia manifesto
e novamente desarticulado.
Assim é este livro e seu horário
aberto no seu giro e diretriz,
como se houvesse nele o itinerário
de se chegar à luz de Beatriz.

Lisboa, 1989.

Gilberto Mendonça Teles (1931)
Nasceu em Bela Vista de Goiás. Reside no Rio de Janeiro, como professor da PUC, há trinta e quatro anos, nos quais se incluem os períodos em que trabalhou como professor de literatura brasileira em universidades estrangeiras: Uruguai, Portugal, França (Rennes e Nantes), Estados Unidos (Chicago) e Espanha (Salamanca). É poeta e crítico, com mais de trinta livros publicados nestas duas áreas e com os maiores elogios da crítica especializada. A sua poesia se encontra reunida em Hora aberta, volume de 1.114 páginas. A sua obra tem sido estudada em várias universidades, com cerca de quinze teses de mestrado e doutorado defendidas e algumas já publicadas.

Published in: on julho 16, 2009 at 10:28 pm  Deixe um comentário  
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Tei@ - Poema visual de Tchello d'Barros

Tei@ - Poema visual de Tchello d'Barros

Published in: on julho 16, 2009 at 9:58 pm  Deixe um comentário  

TRISTE REALIDADE

Fome !…
Suplício tão negro e triste
De quem no mundo tem fome
E que hoje mesmo ‘inda existe
Vera imagem da miséria
Angústia real e séria
Que dentro bem fundo dói
Mágoa que a alma consome
E a vida aos poucos destrói …

Fome!…
Flagelo dos nossos dias
Pungente em fragilidade
Pobre marginalizado
Aquele que é nosso irmão
Sofre de fome agonias
Estende a mão à caridade
Sem ter amor nem ter pão
Recorre à mendicidade
Sem justiça condenado
A cumprir o triste fado
Da vil discriminação !….

Fome!…
Verdade que causa dó
De quem no seu peito sente
A falta de humanidade
Cuja mera culpa é só
Não ter como a outra gente
O direito à igualdade.
Faminto e destroçado
Às vezes parece um bicho
Procurando a remexer
Pelos caixotes do lixo
Qualquer resto abandonado
P’ra poder sobreviver !…

Fome!…
Sina dum calado pranto
Será que Deus se esqueceu?
Ou não são eles seus filhos?
Porque os faz sofrer tanto?
Os sujeitou aos maus trilhos
E esta desdita lhes deu?
Porquê ? A Sociedade
E aquele que poder tem
Não ouve este meu recado?
Abrindo o seu coração
Mostrando fraternidade
Com justiça e afeição…
Pondo fim à atrocidade
Desta injúria que é pecado
E triste realidade !….

Euclides Cavaco
Nasceu em Seixo de Mira, distrito de Coimbra, Portugal. Realizou em Lisboa o curso geral dos liceus e frequentou posteriormente os estudos superiores. Em 1970, optou por se radicar no Canadá onde reside e, concluiu o curso em Gestão Administrativa. Desde a sua chegada ao Canadá participou em diversas associações comunitárias e organizou muitíssimos espectáculos. Fundou com um grupo de amigos o programa de televisão “Saudades de Portugal”, de cujo foi apresentador. Em 1976, devido ao seu envolvimento com a Sociedade Portuguesa, é nomeado Comissário pelo Governo do Ontário. Em 1980 liga-se à criação da Rádio Voz da Amizade, de que é diretor e locutor na qual se empenha fervorosamente à divulgação da Língua e cultura portuguesa há mais de 27 anos.

Visite o seu site:

http://www.euclidescavaco.com

Published in: on julho 16, 2009 at 9:30 pm  Deixe um comentário  
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LA JUDIA DE LONG BEACH

Era apenas una espiga de humo adormecido
con labios apagados en ceniza verde,
pero tenía una sombra de color de rubí
y un apellido cuyo sonido recordaba los gritos
de los ríos secados.
Yo la recuerdo. Yo recuerdo
el canto de la inmóvil judía
de grandes pechos tristes
y manos brillantes
estrujando su angustia serena.
Cantaba.
Mientras con murmullo de esperma y vidrio
lenta rayaba la madrugada en Long Beach
y en casas solitarias grumosas, cuellos rojos
adormecían las almohadas sintéticas;
una voz de níquel y paja
de su boca salía
sintiendo la carne tierna-dura
de los miles de muertos, sus penas desesperadas,
el color de las pieles agujereadas
y los ahogos
de los pulmones de los gases letales. Judía…
Fuera, las calles repletadas de luz y aire espumoso
frotaban la neblina
cascando los miles de vidrios rutilantes.
Rascacielos sin nubes cercados por el viento.
(Ríos naranja de carros helados
en los carriles de las autopistas de gran velocidad).
Ella tenía la voz de níquel y paja y el canto afilado, repito,
de incandescente alambre
quemando el paladar.
Apagada, vibraba en su extraño canto
(viva como una flor
cortada en el florero) con los ojos repletos de sombra pariendo palabras
su garganta blanca,
estrujando siglos
como un polen de hierro
sobre la herida roja.
Allí estuvo.
Trapos de olores dormidos
le cubrían las caderas,
cubierta de silencio
cuando la noche
masticaba la geometría torpe
de cauchos chamuscados.

Feliciano Mejía (1948)
Nasció en Perú. De nacionalidad peruano-francesa, hizo estudios superiores en la Universidad San Marcos de Lima, Le-Mirail de Toulouse, La Sorbonne de París y la de Caen. En once giras internacionales ha participado en diversos encuentros y certámenes como los festivales de Utrech, (Holanda), Hessen (Alemania), Los Angeles (Estados Unidos), Rodez y Toulouse (Francia), Corumbá (Brasil).

Sobre el autor, visite las seguientes páginas web:

www. iespana.es/felicianomejia/
http://www.rocaxpoetas.galeon.com
http://www.blog-v.com/caszadepoesia/

O FAROL

Na amplidão do mar alto entre as vagas se apruma
O vulto do farol como uma sentinela;
Estardalhaça o vento, e a rugir se encapela
A água negra do mar em turbilhões de espuma.

Enche a trágica noite, atroa e se avoluma
Um insano clamor nas asas da procela:
É a morte! E ao temporal que as vagas atropela
Redopiam as naus na escuridão da bruma.

Mas, súbito um clarão a espessa treva inflama,
Acende o mar bravio, ilumina os escolhos,
E guia o rumo às naus contra os parcéis da morte…

É a vida! É o farol que escancarando os olhos,
Vira e revira em torno as órbitas de chama,
Ora ao Norte, ora ao Sul, ora ao Sul, ora ao Norte…

Victor Silva (1865-1922)
Embora nascido no Rio de Janeiro, em 7 de agosto de 1865, Victor Silva é considerado poeta gaúcho, pois desde 1897 radicou-se no Rio Grande do Sul, onde, no interior, foi promotor (Montenegro) e inspetor escolar. Em 1907 fixou-se em Porto Alegre e dirigiu a Biblioteca Pública do Estado. Aí teve como companheiro, entre outros, a Eduardo Guimaraens, que o substituiu no cargo, após o seu falecimento, em 13 de dezembro de 1922. Obra poética: Vitórias, Porto Alegre (1924).

LATENTE, IMPUNE

No paro de ver,
de entender
Pues todo lo que tenemos
esta manchado con sangre
Vos no lo ves
solo tenes hambre
Yo, hoy me siento aturdido,
salpicado
Me gustaría encontrar el olvido
y quedarme a su lado
Ahora contemplo la lluvia
veo cae de mi lado
Vos con tu miedo normal,
casi impulsivo
bajo ese amargo paraguas
sobre ese suelo tan frío
que me provoca una lagrima
y me libera un suspiro.

Matias Y. Rimbaud (1987)
Nasció en Montevideo, Uruguay. Finalista en concurso literario Nuevo ser e invitado a participar en su antología “Letras de oro 2008”. Invitado a formar parte, por editorial Nuevo ser, en la antología “Letras y voces 2009”. Una serie de antologías en la que participan escritores y poetas de varias partes del mundo. En la cual representa el Uruguay. Participación en el café literario de Librería La cultura, Argentina. Lectura de poemas y publicación.

Sobre el poeta:

http://www.palabrasdeluruguay.com

Published in: on julho 16, 2009 at 9:24 pm  Deixe um comentário  
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BATALLÁNDOME

Heme, ahora, en la brecha de mi vida
De alguna bifurcación sellada siete veces.
De estrictos senderos ajetreados, y reveses,
De una cierta vida, más que ajena, apenas mía,
Vertiginosa y letal, pero que expía.
Su materia evanescente, desechable, que parece.
Batallar contra mí mismo y que perece.
Poco a poco, año tras año, día a día.
No es causal de voraz melancolía.
El silente batallar que alerta permanece.
Entre tinieblas o entre luces, pertenece.
Por igual, tenaz y atroz, esa porfía.
Manteniéndome lúcido en mis trece.
Pero sé, que el que lucha no enmudece.
Y mi enhiesta bandera quizá caerá algún día.
Mas gritaré hasta el final mis aporías.
Y sólo, escéptico y esquivo, amaré a quien lo merece.

Chester Swann (Poeta paraguayo)

Visite sus páginas en la web:

http://www.tetraskelion.org

http://www.chesterswann.blogspot.com

Published in: on julho 16, 2009 at 9:22 pm  Deixe um comentário  
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Cão de Asas 3, poema visual de Sérgio M. de Almeida

Cão de Asas 3, poema visual de Sérgio M. de Almeida

Published in: on julho 16, 2009 at 9:19 pm  Deixe um comentário