Um poeta açoriano

ODE

Exulta, Faial, a fronte adorada
De cívicos lauréis; e desterrando
Do peito heróico, o teu inquieto susto
Honra e Congresso Augusto.

Oh! Teu triunfo eu vi; eu vi os monstros
Ranger de raiva os cariosos dentes:
De confusão ralados, dando gritos
Quais réprobos preceitos.

Eu vi no Santo Alcácer as Virtudes
Aplaudirem da Deusa os sãos Ministros
E o mesmo Tejo alçado sobre o leito
Tributar-lhe respeito.

Descansa em paz, ó Ilha venturosa;
Em paz disputa os bens que o céu outorga
E por memória eterna deste dia
Transborada de alegria.

António da Silveira Bulcão (1781- ? )
Nasceu na Vila da Madeira, ilha do Pico, Arquipélago dos Açores. Poeta, escrivão da Alfândega, advogado provisionado. Algumas das suas muitas produções poéticas foram publicadas nas revistas “Grémio Literário” e “História das quatro ilhas”.

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